​​ Daae inicia fase de testes para entrega de seis novos reservatórios na cidade

Água usada nestes testes precisará ser descartada. Obras vão aumentar a capacidade de reservação de água do município

O Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) de Rio Claro está colocando em operação seis novos reservatórios elevados. Como parte dos procedimentos finais de preparação dos equipamentos públicos, o Daae está fazendo a higienização dos reservatórios e a água usada na limpeza será descartada a partir desta sexta-feira (28), pois essa água não pode ser reutilizada.

O esvaziamento da água da limpeza começa nesta sexta-feira pelos novos reservatórios do Mãe Preta, na região nordeste, e do Jardim Novo, na SP-127. O processo de limpeza do novo reservatório que fica próximo ao Sobradão deve ser concluído na terça-feira (2). O reservatório da região centro-sul, próximo ao estádio Municipal Dr. Augusto Schmidt Filho, será esvaziado na próxima quinta-feira (4). O que fica no distrito de Assistência já foi esvaziado.

Os reservatórios são esvaziados lentamente para evitar eventuais inundações e, nos lugares com maior fluxo de trânsito, os procedimentos serão feitos no período da noite.

O Daae esclarece que esse procedimento não vai acarretar falta de água, já que esses reservatórios ainda não estão em operação. O descarte é necessário uma vez que a água é usada na limpeza para uma finalidade específica e, por isso, não pode ser reutilizada. Após a limpeza e tratamento interno dos reservatórios essa água, que contém produtos químicos, torna-se inapropriada para consumo humano e animal ou para qualquer outra atividade, como a irrigação de plantas.

O transporte dessa água também se torna inviável, pois a logística iria gerar altos custos, já que as capacidades dos novos reservatórios são de 1 milhão e 1,5 milhão de litros de água e os caminhões-pipa utilizados pelo Daae tem capacidade para transportar 10 mil litros, ou seja, seriam necessárias mais de 100 viagens para transportar a água.

Também é preciso considerar que o uso de caminhão para transportar essa água acarretaria gastos com combustível, mão de obra e outros custos com o veículo. E, por ser uma água imprópria para o consumo humano, seria necessária uma fiscalização no transporte para garantir que essa água não fosse utilizada para outro fim.

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