Região de Rio Claro pode ter o segundo geoparque do país

Unesp e Unicamp realizaram nesta segunda-feira (29) um simpósio para discutir a implantação do Geoparque Corumbataí, que seria o segundo do país. Projeto visa incentivar o turismo sustentável em Rio Claro e mais sete municípios da região.

Rio Claro e mais sete municípios da região discutem a criação do Geoparque Corumbataí, proposta que pretende fomentar o desenvolvimento sustentável do turismo regional. O projeto está sendo desenolvido pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), campus de Rio Claro, em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e abrange também os municípios de Analândia, Charqueada, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina, Piracicaba e Santa Gertrudes. O assunto foi tema do I Simpósio dos Municípios da Bacia do Rio Corumbataí realizado nesta segunda-feira (29) no campus da Unesp em Rio Claro. Se for implementado, o Geoparque Corumbataí será o segundo do Brasil que tem apenas o Geoparque Araripe, no Ceará.

“É um privilégio para Rio Claro discutir a implantação de um geoparque na região dada a importância do meio ambiente”, disse o prefeito de Rio Claro, João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, na cerimônia de abertura do evento. De acordo com ele, o Geoparque irá contribuir para impulsionar o ecoturismo e promover a preservação dos recursos naturais. O deputado estadual Aldo Demarchi comentou que a realização do simpósio ocorre em momento propício, já que a Assembleia Legislativa discute a escolha de 140 municípios paulistas de interesse turístico. “O geoparque é um argumento forte que pode reforçar o pleito da região”, afirmou.

A professora Cleópatra da Silva Planeta, pró-reitora de Extensão Universitária, lembrou que a missão da universidade é dialogar com outros setores da sociedade. Para ela, a criação do Geoparque Corumbataí permitirá a troca de saberes entre a comunidade científica e as comunidades do entorno da bacia do rio Corumbataí. “Acreditamos no potencial desse projeto que vai gerar desenvolvimento econômico, social e ambiental que irá refletir positivamente nos municípios que aceitaram o desafio de tornar essa região um geoparque”, destacou a professora Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, coordenadora do simpósio.

O vice-reitor da Unesp, Sérgio Roberto Nobre, assinalou a relevância histórica do momento ressaltando que a ciência sempre deve estar a favor da comunidade. “O geoparque possibilita que as pessoas tenham acesso ao conhecimento de fatos ocorridos há milhões de anos”, pontuou. O diretor do IGCE da Unesp Rio Claro, José Alexandre Perinotto, enalteceu a participação e a colaboração dos municípios no projeto.

Os representantes das prefeituras apresentaram aos participantes do simpósio o potencial turístico de cada município. A apresentação de Rio Claro foi feita pela superintendente do Arquivo Público, Mônica Frandi Ferreira. Também participaram do evento o vice-prefeito Marco Antonio Bellagamba e os secretários municipais Emilio Cerri (Agricultura), Antonio Penteado (Meio Ambiente), Daniela Ferraz (Cultura) e Anderson Golucci (Habitação), além dos vereadores Val Demarchi, Geraldo Voluntário e Julio Lopes.

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